sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Desmame: nossa história de sucesso



Continuando com o propósito de recuperar o tempo...hoje, estamos desmamadas há 1 mês e 9 dias.

Nesse período, senti vontade de amamentar, Bady sentiu vontade de mamar, conversamos sobre isso e ficou claro que nosso momento de desmame veio no tempo certo. Bady continua reagindo bem, sem alteração no sono (quer dizer, melhorou), continua comendo bem, continua bem humorado e, cada vez mais, sobressai sua natureza sociável. Acho que vai ser como eu era quando criança (depois, fiquei mais retraída) conversava com todos que cruzassem meu caminho. Bady é assim: entre palavras, mímicas e o "tradutório" materno, ela conversa com todo mundo!!

Mas, vamos ao relato do desmame! Quer dizer, poupando tempo, vou copiar a descrição que fiz na Pediatria Radical .

Encarado como um processo, a amamentação deve ser “conversada” constantemente com criança quando em qualquer mudança de rotina. Eu adotei para mim o princípio do diálogo. Desde muito cedo, conversava com ela sobre o fim da fase de exclusividade, da livre demanda, do desmame diurno e do desmame total. Fiz todos esses “desmames”, ou melhor, passei por todas essas etapas do desmame sem traumas, apesar de algumas reclamações. Há 3 meses, proibi que a chamassem de neném, bebê, e similares. Ao mesmo tempo, sempre que ela me mostrava alguma pessoa, personagem de desenhos ou filme e bichinhos dormindo, eu destacava o fato de que eles não dormiam mamando, e de que só bebê que precisava do peito para se acalmar porque ele não sabia conversar, não sabia se mexer, etc. Também comecei colocar em relevo às vantagens de uma criança que já brinca, corre, sobe em tudo, come x (citava alguma coisa que ela gosta muito), que nada, etc em relação ao bebê. Observava também que ela agora é uma menininha. Eu pensei o desmame até ela completar 2 anos, mas, há 15 dias atrás, decidi comunicar que a partir daquele dia, ela iria continuar dormindo no me colo, eu iria continuar levantando para embalar caso ela despertasse e não conseguisse dormir sozinha, mas que ela não iria mais mamar. Passei o dia conversando sobre isso. Durante o banho da noite, repeti minha resenha e perguntei se ela tinha entendido. Ela fez que “sim” com a cabeça. Na hora de dormir, pediu uma boneca, pediu água, pediu leite...enfim, solicitou um monte de coisa, mas não pediu para mamar. Nos dias subseqüentes, eu continuava conversando com ela sobre o desmame. Após 4 dias, ela pediu para mamar. Eu expliquei tudo de novo. Ela fez um bico, pensei que ia chorar (meu coração já ficou apertadinho), mas ouvi dela: “Abou, menininha”. Três dias depois, ela sentou no meu colo, começou a beijar meus seios sobre a blusa, repetindo: “Abou, menininha”. Depois desse dia, ela não pediu mais.

Certamente, amamentar foi uma das experiências mais significativas que tive na minha vida.



1 Comment:

Thaís said...

Dally, em prantos lendo sua história...
Acho que a amamentação é uma vivência cujo desfecho tb é inesquecível.
Apesar de não nos conhecermos, sua história me trouxe muitas informações a respeito do desmame e teve um grande peso na minha decisão.
Pude me sentir bem em desmamar meu filho, mesmo querendo continuar...
Um abraço em vcs duas.
Thaís