segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Nossa estação de veraneio

Para fugir da mesmice do nosso apartamento, viemos passar esse feriadão de Ano Novo na casa do Tio Bé.

Uma manhã com banho de mangueira e piscina. Um agradável passeio em Jauá. E outra noitada!! Solta na bagaceira junto com Mila e Juli, Bady foi dormir quase 22h!

Uma coisa totalmente nova e inesperada aconteceu: até meia-noite, Bady acordou várias vezes, choramingando e pedindo "mamãe, casa de Bady". Para mim, mais um sinal de amadurecimento e de expressão de vontade própria. Quando era neném, bastava o peito por perto! Agora, já sente falta do seu cantinho e de sua rotina.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

"Música Boíta"

Minha teoria é que todo ser humano nasce com múltiplas capacidades que vão sendo selecionadas pelo ambiente. Ou seja, o ambiente, físico e social, vai estimulando ou tolhindo determinadas habilidades.

O que já era de se esperar: Bady é bem musical. Muito pequena ainda já dançava com toque de celular e até com o sacolejar da máquina de lavar roupa. Penso que um pouco disso é o resultado de nossos bailes, e também do embalo para adormecer.

Lembro que uma das primeiras vezes que ela esboçou reação a uma das nossas sessões dançantes estávamos ouvindo O Rappa cantando "Pescador de Ilusões". Eu substituía o verso "Valeu a pena, eh, eh/Sou pescador de ilusões" por "Valeu a pena, eh,eh/ Sou mãe da Bady" fazendo óbvia alusão aos 9 meses de gravidez (que apesar de saudável, é uma fase nada confortável). Ela ria e balançava junto! Esse foi um dos nossos bailes...são tantos!!

Desde junho que matriculamos Bady na aula de musicalização da UFBA. É uma curtição, e estamos percebendo que ela evolui bastante com tudo isso. Um dos resultados disso é que tem pedido o "vovinho" (um chocoalho em forma de ovo) para acompanhar as músicas no carro. Semana passada, me pediu para levar a flauta doce. Entrou no carro e ordenou "música, mamãe", e se pôs a "tocar". Apesar do barulho, eu adorei vê-la apitando no ritmo da música.

Ontem, pela primeira vez, ela esboçou um comentário de apreciação espontâneo. Durante introdução da música "Everybody Wants to Rule The World", do Tears for Fears, ela disse: "Música boíta". Comentário seguido de palmas ritmadas e dança.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Fatos recentes...

Fato Recente 1

Meu irmão Alessandro, cunhadinha Camila e sobrinho Biel passaram uma semana aqui em Salvador. Descobri uma coisa: Bady é levadinha e Biel é um santo!

Com tempo, faço um registro mais detalhado (hoje, quero narrar ontem).


Fato Recente 2
Só para registrar porque os detalhes virão depois: dia 17/12, Bady fez 2 aninhos. Como ela quis, eu fiz (com todo orgulho, meti a mão na massa e fiz quase toda decoração!) a festinha da "kitty".


Fato Recente 3

Dei uma pausa no meu dia de dona-de-casa para escrever um pouquinho. Prometo que em 2008 vou ser bem mais disciplinada e não deixar passar nada! Só não sei se vou conseguir acompanhar o ritmo de Bady, mas não custa tentar.

Enfim, terceiro natal da vidinha de Bady!! No primeiro, o esquema era mamar e dormir. Lembro que minha mãe foi à Perini comprar uma ceiazinha para mim e para o Beto. Pensamos que iríamos conseguir ceiar juntos...um bebê é muito imprevisível!! Quebrando a rotina dos primeiros dias, Bady ficou bastante inquieta na sua 7a noite de vida. O esquema foi o mesmo (que perdura até hoje em algumas ocasiões): revezamento! Apesar dos percalços, foi uma noite especial e inesquecível. Nosso primeiro natal com a Badyzinha!!

No ano passado, apesar do planejamento, acabamos ficando em casa porque ela dormiu cedo. Detalhe: dessa vez não tinha ceia!! Não conseguimos achar nenhum delivery aberto, e rimos a beça da nossa ceia com cachorro-quente! Quer dizer, ceia do Beto porque eu não como cachorro-quente.

Esse terceiro natal foi sendo preparado aos poucos...primeiro, constatamos que Bady é uma festeira!! Havendo movimento, ela agüenta firme com todo o bom humor do mundo!! Depois, decidimos criar nossa tradição. Até no ano passado, a casa da tia de Beto, onde morava sua avó, era o lugar onde todos se reuniam. Com a morte da avó, pensamos que seria interessante dar para Bady a tradição de passar o natal na casa dos avós. Por diversas razões, mas principalmente pelo pai de Beto ser o avó mais idoso, fomos para casa dele. Dividimos o cardápio e fomos todos para lá.

Bady foi o evento! Figurinha sapeca não deixou ninguém quieto! Fez da cama do tio Léo um grande pula-pula, brincou com todos as pelúcias que ele ganhou de namoradas, brincou com seus carrinhos e descobriu um lado obscuro dele! Tio Léo, me desculpe, garanto que isso não vai macular sua masculinidade!! Não é que tio Léo guardava uma bonequinha dentro do guarda-roupa??!! Ele sabia que iria ter uma sobrinha!! Ele é um vidente!

As brincadeiras continuaram com o kit manicure da vovó Ni, com as jóias e bijuterias. Ela até ganhou o primeiro colar de pérolas da sua vida e pintou as unhas da mão de vermelho pela primeira vez!

Minha filha debutou: foi dormir 1h da matina!


P.S.: Prometo fotos e também contar para Thiago Alley a história da velha corcunda (essa também precisa de foto).

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

O tempo passa muito rápido!

Para começar, mal posso acreditar que minha última postagem foi há mais de 1 mês!! Realmente, o tempo está voando...

Ontem, fizemos 3 meses de desmame completo. Todos os dias, na hora de dormir e na hora de acordar, quando Bady me pede "tolinho", volto no tempo e fico pensando nos primeiros dias de vida dela, nas primeiras mamadas, nas mamadas longas e próximas...como passa rápido! Não vou ficar lamentando com a frase típica "se eu soubesse, teria...", quer dizer, poderia completar a frase com "teria feito mais" - apesar de não saber como! Dei (e dou) todos os colos queridos e possíveis, amamentei exclusivamente e em livre demanda durante 6 meses, amamentei em livre demanda por 10 meses, amamentei deitada, dormimos juntas inúmeras sonecas diurnas, ela dormiu em cima de mim incontáveis vezes, deixei de fazer tudo para brincar com ela...enfim, poderia ter feito mais...

Prestes a completar 2 anos - o tempo passa muito rápido, ela nos surpreende com seu temperamento alegre, sua desinibição, sua independência, sua memória (lembra de acontecimentos únicos de tempos atrás), sua criatividade (vai ficar na história sua imitação da senhora corcunda que passa na nossa rua! Volto com o relato depois), sua energia física e mental, sua amabilidade, seu senso de colaboração e organização, para citar algumas características. A única coisa que não me surpreende é a sua tagarelice! Eu disse que tinha uma mulher crescendo em casa! Fala, fala, fala...e agora, deu para cantar!

Acordou...

Bady: mamãe, votá!. (Por incrível que pareça, esse "votá" é "vem cá". )
Eu: o que você quer?
Bady: papai.
Eu: quer ir no colo?
Bady: não, andando.

Bem, começou o meu dia de mãe!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Nasce uma baterista

Hoje fomos assistir a Charanga no seu primeiro ensaio aberto na loja 3º Tom. Quase nunca saímos com Bady a noite porque os horários e os programas são incompatíveis com o estilo de vida dela (dorme cedo, acorda cedo, e ainda está aquém de muitos limites de censura). Mas, dessa vez, fomos todos.

O ensaio está acontecendo na frente da loja de instrumentos musicais 3º Tom, que fica na área de um posto próximo ao Clube Espanhol. Lugarzinho pequeno, mas bem bacana. Eu, pelo menos, adoro esses espaços alternativos porque me lembram muito meu tempo de carioca! Escutar Léo Gandelman em frente ao MAM, no Aterro do Flamengo; Victor Biglione no Fashion Mall; Djavan na Praia de Botafogo...estou velha e saudosista!

Meio cabreira com a altura do som, levamos Bady para curtir a noitada. Eu, como guia musical, lhe apresentei todos os instrumentos. Ela ficou muito curiosa com o pé do baterista batendo o bumbo.

Enquanto a banda tocava, ficamos por ali caminhando, dançando, correndo...No fim, Bady resolveu entrar na loja. Mexeu nas guitarras e violões, seus velhos conhecidos. Olhou umas revistas, e teve sua atenção chamada pela filha do dono, mais ou menos 10 anos, tocando a bateria. Ficou perto, olhando, toda curiosa. Depois de um tempo, a mãe da menina sugeriu que ela desse as baquetas para Bady brincar um pouco. Baquetas, suas velhas conhecidas também, apresentadas pelo tio . Estavam todos ali achando engraçadinho aquela menininha de quase 2 anos querendo tocar bateria. Ela, segura de si, nem aí para os olhares curiosos, pega as baquetas, se posiciona em frente à caixa, coloca seu pezinho do pedal no bumbo, e quebra tudo!! Tá-tá-tá-tá-tum, tá-tá-tá-tá-tum! A firmeza e a cadência deixou a platéia de queixo caído!!

Papai com olhos marejados. Mamãe feliz porque tudo indica que ela está salva...o groove dela é outro!!

P.S.:
1. Um recadinho para o tio : não basta babar também!! Prepare-se para cumprir sua promessa: bateria de presente no dia 17 de dezembro!

2. Quem duvida, pode perguntar para Lucas Occilupo (baterista da Charanga e da Jammil e Uma Noites)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

As últimas...

Já é quarta-feira e não escrevi nada. Incrível como o tempo voa. Ia escrever de noite, mas resolvi escrever agora enquanto vejo uma cena linda: Bady e o pai subindo a rua indo comprar pão. Parece mentira, mas é a primeira vez que os dois saem sozinhos a caminhar pela rua. Confesso: queria ter super poderes e acompanhar cada passo deles!! Realmente, nós mães achamos que os pais nunca vão cuidar direito. Pensei que estava livre disso já que sou tão desencanada...

Estamos ensaiando o desfralde. Bady vinha muito curiosa com o uso do vaso sanitário, querendo sentar, pegando papel para se enxugar, avisando o "tchitchi" e o "totô". Comprei o redutor (ela mesma escolheu) na sexta-feira passada (12/10). Domingo, estávamos sozinhas, acordando, e eu percebi que ela estava fazendo cocô. Perguntei se queria ir no banheiro, e fomos. Ela sentou toda orgulhosa, acabou o serviço, desceu, tentou dar descarga, eu ajudei, e disse "tau, totô"! Mas, o que me surpreendeu foi ela lembrar de contar isso ao Beto quando ele chegou de viagem, umas 2 horas depois. Para variar, foi bem detalhista, até colocou o redutor e sentou.

A chegada do pai foi outra surpresa. Ela sabia que ele iria chegar e já acordou perguntando. Estávamos na cozinha, e ela saiu para a sala. Quando atravessou a porta da cozinha e virou para a TV (que fica perto da porta de entrada), deu de cara com o pai abrindo a porta. Cena linda: alegria e acanhamento! Vê-la feliz correndo pela casa, contando e mostrando tudo, enquanto fala "papaí", é a coisa mas linda do mundo!!

A tarde, fomos para a casa do avô paterno. Mais uma atitude surpreendente. Em nossa casa, não oferecemos para ela biscoitos recheados, sucos artificiais, refrigerantes e outras tantas guloseimas. Quando saímos para comer fora, deixamos que ela beslique nossas sobremessas. Para agradar Bady, o avô comprou biscoito recheado de chocolate e, assim que chegamos, veio todo contente dar o pacote para ela. Minha primeira reação foi não deixar. Depois, refleti: putz, a gente vem muito pouco aqui. Nada radical é bom. Ele vai ficar feliz vendo a neta comendo um biscoito que ele foi comprar especialmente para ela. Deixei, mas decidi não deixar comer o pacote todo, ainda mais que era chocolate, uma coisa que ela não tem o hábito de comer e poderia ter alguma reação orgânica não muito agradável.

O primeiro biscoito acabou: " (seu mais desde 10 meses), vovô". Eu já com medo dela se empaturrar, conversei logo: vai comer mais um apenas. Vai tirar o apetite. Ela ganhou o biscoito, o pacote foi colocado em cima da mesa de centro, e ninguém se tocou de guardar. Supreendentemente, ela acabou o segundo biscoito, procurou logo algo para brincar, o pacote continuou em cima da mesa, e ela não pediu mais! Todos ficaram impressionados com a compreensão dela.

Acabaram de chegar!!

sábado, 13 de outubro de 2007

Eu já sei contar!

E Bady continua me surpreendendo...

Acordamos cedo ontem. Estávamos sozinhas. Meu leite tinha acabado, e resolvi ir ao Posto comprar uma caixa de leite semidesnatado (resolvi tomar leite semidesnatado porque quero perder 4Kg para voltar aos meus 50Kg). Banho, cabelinho arrumado, roupinha limpa, cheirosinhas, foram as duas mulheres da casa rua abaixo comprarem leite.

A caminhada começou com uma conversinha repetida diante do pedido de "colo, mamãe". Tenho conversado com ela sobre a importância de fazer exercícios para crescer forte (como "Tsantsão, ela completa), que ela está pesada, e que tem que escolher: ficar no colo e voltar para casa, ou andar e irmos para "hua". Rueira como ela só, aceita logo caminhar, mesmo que eu tenha que negociar: "Caminha até aquele orelhão (ou qualquer outro marco), e você vem para o coloco um pouco". Cumpro nossos acordos e nossas caminhadas fluem bem.

No caminho, vimos vários cachorros, vimos "cocó", "voa-voa" (passarinho. Ela mesma começou a usar a expressão de uma música de um DVD para designar passarinho) e outras tantas coisas. Quando chegamos no semáforo, ela logo me diz: "vemelho". Paro e espero ficar verde.

Quando pisamos na área do posto, ela me mostra "pombo". Em seguida, me diz: "mamãe, dois". Caraca, eram dois pombos!!! Mais ainda, ela não disse "um, dois". Ela fez isso para ela mesma e já me comunicou que eram dois pombos.